Os hieróglifos egípcios estão hoje organizados de acordo com o sistema de classificação criado por A.H. Gardiner, que o apresentou ao mundo na 3.ª edição seu livro Egyptian Grammar em 1957. Este sistema apresentou a melhor solução para organizar os hieróglifos egípcios conhecidos, que são encontrados frequentemente em textos de Egípcio Médio, a fase clássica da língua egípcia. Estes textos foram escritos com hieróglifos desde cerca de 1200 a.C. até ao século V da era cristã.
Gardiner criou uma lista de quase 700 sinais hieroglíficos, que dividiu em várias categorias simples de compreender, tais como "Mamíferos", "Pássaros", "Árvores e Plantas", etc. A cada categoria foi atribuída uma letra do alfabeto, e dentro de cada categoria os sinais são numerados sequencialmente (P1, P2, P3, etc). A tabela ao lado descreve as categorias criadas por Gardiner, com todos os seus sinais hieroglíficos.
O método de classificação proposto por Gardiner tornou-se a
base de codificação para todos as aplicações de
de processamento de textos hieroglíficos que apareceram depois de 1985.
Nas aplicações de
software descritas neste
sítio são fornecidos todos os sinais
classificados por Gardiner, e muitos outros.
Gardiner também avançou e desenvolveu o conhecimento da língua e escritas egípcias. Apesar de o seu trabalho estar hoje ultrapassado em muitos aspectos, particularmente no estudo do sistema verbal, continua a ser um referência muito importante no estudo da egiptologia. Gardiner definiu a base que ajudou a criar o padrão para a tranmissão de textos hieroglíficoos na actualidade.
Gardiner classificou apenas cerca de 10% do número total de hieróglifos actualmente conhecidos. A quantidade conhecida ascende hoje a mais de 6900. Muitos destes sinais hieroglíficos suplementares foram descritos pelo CCER na Holanda, no seu livro Hieroglyphica. Esses hieróglifos constituem hoje a chamada Biblioteca Extendida, e são geralmente usados pelo software mais recente como glifos adicionais à base de dados pré-existente. A maior parte destes são formas bastante raras, estilizadas, ou alternativas em rotação ou posição a hieróglifos básicos; alguns desses hieróglifos resultam da fusão de outros sinais básicos. Mas a maior parte dos sinais hieroglíficos suplementares pertence aos últimos perídos da história do Egipto faraónico, em que a escrita monumental atingiu um grau elevado de complexidade, constituindo uma autêntica criptografia.
Por exemplo:
G56 resulta da fusão entre
D36 e
G1
N11A é uma variante horizontal de
N11
C43A é uma forma altamente estilizada típica do período Greco-Romano.
A escrita egípcia evoluiu para um tipo mais cursivo e mais informal ao longo dos mais de 3000 anos em que foi usada. Muito antes de ter sido abandonada no século X d.C., já era difícil estabelecer o que era um hieróglifo puro e o que era um sinal já pertencente ao tipo de escrita hierática.
Nesta lista foram ampliados e desenhados em pormenor 294 hieróglifos, que abrangem todas as categorias. Pairando o rato sobre cada desenho ampliado verá uma descrição sumária da imagem representada pelo hieróglifo. Cada hieróglifo corresponde a um ou mais tipos de sinais, conforme a função gramatical que desempenham. A legenda anexa explica a função de cada tipo de sinal hieroglífico: